Violência? Porque eu preciso!
21.01.09, às 15:30, em AnimesVai dizer que sua mãe nunca te proibiu de assistir por isso?

Se você é o cara que prefere assistir um Karekano ou Negima, então esse texto não foi feito para você véio, melhor ir pra esse site que é mais a sua cara. Agora se você é um cara mais hardcore, que curte uma pancadaria e/ou uma ação, pode seguir adiante.
Uma das maiores críticas à animação japonesa com certeza é a violência, e sempre são os que mais sofrem com censuras. Na sua infância é certo você já ter ouvido isso da sua mãe enquanto assistia CDZ: “Esse desenho é muito violento, mimimi mimimi,tira disso que quero ver minha novela”, eu sei já sofri com isso (Maldito Irmãos Coragem, ARGH!!!).
Mas você já parou pra pensar por que tanta violência em QUASE todos esses animes?
Porque é o que queremos ver, cara!! Isso é fato, véio, terá que aceitar, violência vende, chama sua atenção para a trama, mas é óbvio que isso é usado dependendo o tipo de público para o qual o autor quer vender sua série. Hamtaro, por exemplo, não iria agradar crianças de 8 anos se o Aurélio fosse decapitado (mas a minha com certeza iria…).
Ás vezes também o foco principal da animação nem é lá essas coisas, ou simplesmente não é algo empolgante o bastante para segurar o publico ali durante toda a série. Fala a verdade, você ia ver Evangelion sem as lutas assassinas entre aqueles anjos disformes, olhando a cara daquele emo do Shinji reclamando da vida em 26 episódios. Fala sério, porra, a série é boa e isso já é fato indiscutível, mas seu foco nunca iria conseguir agradar uma quantidade de fãs suficientes, só você, seu emo da porra, e aqueles anjos foram um jeito do autor segurar seus fãs, dá um toque a mais no anime.
Outro exemplo que me vem à cabeça é Akira. Como já disse aqui, aborda temas políticos, sociais, sobre uma sociedade decadente, blá blá blá. Agora tira a paranormalidade, tira as cenas de violência gratuita, os pedaços de corpos, o sangue, cabeças!!!… Respira (e acalma essa empolgação)… Será que Akira seria todo esse sucesso épico que foi? Imagino um desenho de quase 2 horas com políticos sentados numa mesa com o General, falando algo que eu compreenderia tão bem quando física termonuclear, ou melhor, iria ser um porre do cacete, fato.
Orra, violência vende (denovo?), e Gantz que o diga, abordando o interior do humano, mostrando para você que por mais assustadores que aqueles ET’s sejam, não fazem metade da chacina que o mais puro dos humanos seria capaz de fazer para proteger seus interesses. Ou sua vida, tipo “Cada um por si, e que você morra”. Quando eu leio Berserk quero ver o Gats arrancar cabeças e decapitar a porra toda, mais nem por isso o foco deixou de ser a vida conturbada de Gats, seus traumas por perder seus únicos amigos e ver sua amada ser estuprada na sua frente, e sua violência vende tanto que tá aí desde 1988.
Tudo bem, Gantz tem “outros” motivos para seu sucessoAgora é óbvio que nem toda animação precisa da violência para vender, pelo fato de sua trama já ser, como posso dizer, “Auto-Suficiente” (Tá certo revisor?). Death Note tá aí para comprovar esse fato, um anime quase que em sua totalidade composto por diálogos imensos e complexos, sua ação nem vale o comentário, mas sua trama de suspense com inteligência segura o cara ali. Quando você acha que tudo acabou, do nada surge uma reviravolta e um novo sentido na trama, assim conseguindo te segurar por mais um episódio. Quem viu Death Note sabe do que tô falando, a cada episódio que se vê menos vontade de parar dá. É foda pra caraio, véio!
Você esperava uma imagem do Death Note aqui né? Se fudêo!Então como se vê, a violência não tá ali para transformar aquele pirralho em um maníaco estrangulador, lunático, maniaco, ou no Théo. Tá ali somente porque a trama pede aquilo, se faz necessário, ou até mesmo porque simplesmente vende. Mas vendo um trecho de Genocyber eu penso:
Que eles ainda estão pegando leve até demais hoje em dia…
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