Super-Sentai pra Gringo
14.12.09, às 15:30, em Otaku é a MÃE!A incrível força da tevê americana…

Vamos colocar certas cartas na mesa: Primeiro, americanos não gostam de violência… Ok, podem parar de rir, eu quis dizer violência em filmes de criança e desenhos, sabe? A hipocrisia deles não é o ponto aqui. Segundo, americanos não entendem outras culturas, motivo pelo qual Dai virou Fly, Satoshi virou Ash e por aí vai. E terceiro, americanos nunca ouviram falar de Super Sentai. O culpado? Haim Saban e sua empresa do demônio, que criaram a franquia super-rentável Power Rangers. E se você não sabe do que estou falando, é porque se contentou em ver o quinteto nos programas da Xuxa e nunca se perguntou “OMG, quem criou isso aí?!?”. Uma rápida explicação, pequeninos. Na década de noventa, o maldito Saban (que mais parece Satan) comprou os diretos de um super sentai… Tá… Talvez não seja uma explicação tão rápida.
Super Sentai é um gênero de seriado japonês que surgiu na década de 70 mostrando um grupo de heróis ao invés do herói único de tokusatsus (e se vocês nem sabem o que é isso, se sacrifiquem em nome de Kamen Raider), que se unem para derrotar um vilão/império/grande nave/qualquer coisa pervertida que inventarem. Saban, que já havia trazido alguns tokus pro ocidente achou razoável pegar o mais novo Super Sentai que havia saído, Jyuranger (ou Zyuranger, como quiser) e “adaptar” ao gosto dos americanos. Definindo adaptar, claro, como estirpar a história, colocar cinco adolescentes para fazer o papel dos protagonistas, modificar a essência só usando as cenas com os robôs e as de luta. Ou seja, fazendo o que os americanos fazem de melhor: Reutilizar fórmulas japonesas de sucesso para produtos hollywoodianos de sucesso.
Sabia que tinha algo de bom nessa série.Se hoje no Brasil não passa mais nenhum super sentai original, a culpa é desse cara. Sim, leram bem. Uma das cláusulas do contrato para exibir Power Rangers inclui que não deve ser transmitido nenhum super sentai original, afinal, pode confundir a mente das pobres criancinhas. O que deve confundir mesmo é não compreender como certos adultos tentam se passar por adolescentes AINDA e tem sentimentos tão infantis. Faça-me o favor! Mas o tio Black não é puro ódio, não. Houve uma época em que Power Rangers era um programa “decente”, pra não dizer nada pior, e por isso elencou as cinco melhores fases da budega, citando as versões clássicas.
- Mighty Morphin Power Rangers (Kyoryuu Sentai Zyuranger/Jyuranger e Gosei Sentai Dairanger)
Acham mesmo que iria ignorar a primeira e melhor fase desse trambolho todo? Por mais que Saban tenha feito o inferno na Terra trazendo essa série, não há como dizer que o original não é o melhor trabalho feito de todos em relação à adaptação. Rita Repulsa ainda era uma vilã decente, assim como seu sucessor, Lord Zed, e acredito que a maioria dos ocidentais não achou estranho o fato de os heróis passarem de animais extintos para animais mitológicos. O fato de serem dois Super Sentais diferentes se tornando uma única série não é o mais impressionante, mas sim a forma como conseguiram convencer de que um nerd como Billy poderia lutar de verdade. Ainda nessa fase houve a primeira grande mudança de elenco, com a saída de três dos atores originais (os ranger Vermelho, Amarelo e Preto).
Eu não sei dizer se isso é uma risada estranha ou uma dança do robô mal-feita.- Power Rangers: Zeo (Chouriki Sentai Ohranger)
Provavelmente minha fase favorita, com o melhor visual e os zords mais apelões de todos. Também é a fase em que melhor foi trabalhada a questão de cenários e evoluções dos personagens. E acho que ninguém esquece de quando surgiu o ranger Dourado e que não havia quem pudesse utilizar seu poder, até que Jason ressurge das cinzas e assume esse lugar, renovando a dupla Vermelho e Ranger Especial que havia começado na série original, invertendo os papéis de Jason e Tommy. Por outro lado, enquanto o casal Repulsa e Zed eram divertidos e ás vezes até amedrontadores para as crianças, duvido que alguém tenha sentido medo do Império das Máquinas. Todos os monstros eram robôs, verdade? BAH!
Nunca entendi como ele podia ser gigante sem máscara e ter o mesmo tamanho dos outros com… (heh)- Power Rangers: Turbo (Gekisou Sentai Carranger)
O mais legal dessa fase é que eles levaram a sério o fato de zords serem veículos, colocando os Rangers para pilotarem carros. CARROS, man! Fantástico! E o melhor: Trocaram a cabeça flutuante por uma gênia, com muitos panos, claro, mas finalmente Zordon foi tirar umas férias e com ele foi Alpha 5. No seu lugar, Dimitria e Alpha 6, para o desespero daqueles que esperavam ficar livres da vozinha irritante do robozinho. A série Turbo também tem o detalhe mais bizarro de todos: Justin. Um garoto de 12 anos que cresce quando morfa? Quem eles queriam que acreditasse? E mesmo quando todo o elenco principal trocou, entrando novos e mais “maneiros” rangers, ele ficou, para insatisfação nossa. Ao menos no fim da temporada ele não entrou na nave e… Isso é história pra próxima geração.
E o contrário também é válido. Olha o anãozinho ali.- Power Rangers no Espaço (Denji Sentai Megaranger)
Praticamente a última grande saga dos rangers, “No Espaço” tinha o carisma das séries anteriores, mas parecia que deixava os fãs mais confortáveis com a situação dos rangers. Não precisavam mais da desculpa de lutarem nos arredores arenosos de Alameda dos Anjos para só aparecerem desertos. Agora haviam planetas para serem usados! E claro, a dupla Andros e Zhane, os melhores juntos desde Jason e Tommy. “No Espaço” ainda teve o marco definitivo que separou a série das outras: Os rangers revelaram sua identidade para salvar seu planeta, fazendo com que todos os apoiassem em derrotar os vilões da temporada. “No Espaço” também foi o último na continuidade da história, sobrando apenas Bulk para a geração seguinte.
O crossover mais bizarro… EVER!- Power Rangers: Força do Tempo (Mirai Sentai Timeranger)
Muita gente vai querer meu pescoço por essa, mas posso citar três motivos para essa série estar aqui: 1) Há drama de verdade na história, não apenas o xororô de “quebrei minha unha” que viria depois; 2) os ataques, zords e roupas dos rangers são realmente interessantes; 3) e é a primeira vez desde o original em que o Ranger Especial aparece não para ajudar, mas para competir com os rangers, o que o torna ainda mais interessante. “Força do Tempo” também teve a segunda e talvez mais interessante reunião dos Power Rangers vermelhos, formando um time de ponta realmente, mas colocando em xeque certas questões: Afinal, as colônias especiais de Galáxia Perdida são reais? E o que diabos aconteceu que os morfadores originais funcionam? Bom, isso só Saban pode responder.
Ah, claro… E o ranger vermelho mais carismático de todos. Steven Seagall ficaria orgulhoso!Enfim, esta é a minha lista. Todos vocês, criaturas que foram crianças na década de 90 devem ter as suas. Aproveitem e citem aí. Eu? Não vou matar o saudosismo porque a atual temporada de Power Rangers é ruim demais, mas ao menos vou lá, me divertir procurando por um Kamen Rider que preste. FUI!
» Tags: Força do Tempo, No Espaço, Power Rangers, Super Sentai, Tokusatsu, Turbo, Zeo
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