Sekirei
05.01.10, às 15:30, em MangásOhmygod, Musubi! Fantástica!

Eu poderia definir Sekirei como um shounen ecchi que agracia seus leitores com belos quadris, seios e rostos que fariam o mais pervertido dos otakus encontrar o Nirvana. Por outro lado, sua trama é algo shoujo, com pitadas de romance heróico e grande tendência ao harém típico de Love Hina. Seu protagonista tem o estilo loser de Keitarô, um pouco mais macho, deveras menos atrapalhado. No entanto, o plot é típico de aventuras da Shounen Jump: um líder escolhido, uma arma perfeita, um grupo de heróis. Ainda que esses heróis sejam todas (ou quase, há uma exceção Loli) mulheres libidinosas prontas para satisfazer seu Ashikabi. Vou deixar que vocês definam Sekirei como quiserem, já que essa miscelânea é o que dá identidade à obra.
Tudo bem se confundir. Eu mesmo, enquanto descrevia o mangá para minha namorada (SIM! O Black tem namorada. Morram!) percebi o excesso de referências, que vão de Negima e Love Hina a Bleach, One Piece ou Wharévar. Ainda assim, Sekirei tem algo de único que realmente me empolgou. Isso é, depois que passou o preconceito de ler algo ecchi com uma premissa tão básica. O que talvez salve esse mangá do esquecimento de “mais um do gênero” é que ele mistura essas características tão básicas. Vamos ao roteiro citando as referências mais simples que percebi:
Em um futuro tecnológico não muito distante (2020), garoto é reprovado pela segunda vez na universidade, que é uma das mais conceituadas do país, e não tem emprego, futuro ou mesmo namorada (Love Hina, básico) até que uma garota cai direto na sua cara, literalmente. A garota é Musubi, uma atrapalhada mas empolgada Sekirei, de acordo com ela mesma, e está sendo perseguida por duas gêmeas não tão idênticas que soltam raios da mão. Enquanto ela foge correndo com o garoto, que se alguém perguntou se chama Minato, os dois são salvos por um misterioso ninja (só pode, com aquela máscara) que de leve me lembrou o Kakashi de Naruto. Na casa dele, Musubi fica praticamente nua, explica o que são Sekireis e Ashikabis e ela dá um beijo nele, fechando o pacto (Negima). Aí a tevê liga e é explicado o que é o plano Sekirei. Preparados?
Claro que tem o problema do temperamento, algumas vezes, mas…Basicamente, um maluco, dono de uma empresa gigantesca chamada MBI soltou pelo mundo 108 pessoas como a Musubi, os tais Sekireis, que possuem poderes e que precisam encontrar seus Ashikabis, pessoas comuns mas pelas quais sentem uma enorme atração (um calor se é que me entendem…) e que irão beijar para se tornarem SUAS sekireis e, a partir daí, passar a lutarem entre si até só restar um Ashikabi (Fate/Stay Night, etc. etc. etc.). Basicamente, esse Ashikabi poderá fazer o pedido que quiser (repito… Onde já vi isso antes?). Aí Minato se toca da gostosa que tem em mãos porque, se eu não disse antes, a Musubi tem um par de air bags e uma cara de anjo que dá vontade de socar a tevê por estar te forçando a vê-la ali, e praticamente se apaixona por ela, levando-o a entrar no jogo (mais uma vez, comigo! “Onde já vi isso antes?”).
Juiz, encerro minha defesa.O que me atraiu mais nesse mangá, além de um traço bonito, é que ele é leve e engraçado, ao mesmo tempo que se firma como uma história realmente pensada. Apesar de um furo que ainda quero ver como vai ser contornado (afinal, se um Ashikabi pode ter mais de uma Sekirei, então no final elas lutarão entre si?), a história não parece enrolar. Sério, ao contrário de várias do gênero, cada fase é devidamente explorada, cada Sekirei recebeu certa atenção e nenhum dos protagonistas está naquelas de “OhMeuDeus, será que faço isso ou aquilo”? Ao contrário, Minato nenhuma vez chegou e pensou que estaria colocando suas garotas em uma situação de risco infinito e que ele poderia perdê-las e… Oh, wait. Certo, ele parou sim, mas não foi um momento emo!
O pau vai comer… No mau sentido.Se ainda não atraí sua atenção, deixe-me dizer que Sekirei segue à risca a regra dos haréms: Uma peituda desmiolada, uma depravada, uma nerd, uma nervosa e uma Loli, todas devidamente representadas e com um grau de humor absurdo. Não dá pra não rir das situações envolvendo as cinco disputando o pobre Minato. E se não digo quem são, é porque quero que os spoilers acabem aqui. E acreditem, há várias e várias “viradas” previsíveis, mas que não deixam de ser divertidas. Ah, claro, Sekirei já tem um animê de 13 episódios, mais um OVA e vai ganhar nova temporada em 2010. Aproveitem e, depois de ver os boing boings da Musubi estáticos no mangá, vão atrás dos movimentos do animê. E acreditem, vocês vão gostar.
E ele reclama de não conseguir dormir sozinho… Ah vá!» Tags: Crítica - Mangás, Ecchi, Harém, Musubi, Pancadaria
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