Chega uma hora na vida de um otaku que ele pára, olha pro céu, segura aquele mangá que ele estava lendo com força e pergunta… QUE DROGA É ESSA QUE ESTOU LENDO?!? Ele não está insano, caros gafanhotos inúteis… Bom, o mangá pode ser ruim mesmo, mas o que provavelmente acontece é que… Ele está se achando velho demais pra aquela coisa… Que realmente é uma droga.

Claro, a história poderia acabar com um empurrãozinho
É uma situação comum em vários campos… No cinema, você passa dos clássicos infantis para os terrores juvenis… Ou pornôs. Nos quadrinhos, cê pára de achar que Mônica é divertida e começa a curtir Homem-Aranha… E mais tarde Alan Moore, Frank Miller e Mark Millar. Na música, você manda queimar os cd´s de pagode (Graças a Deus) e começa a curtir algo mais… Como Green Day. Um dia quem sabe Metallica, seu frangote. Não é necessariamente evolução, só encheu o saco ficar no mesmo nhe-nhe-nhé. É o mesmo com mangás e animês… Principalmente aqueles que estão no damnit 300º episódio. ORRA, NÃO ACABA NÃO?!?

PORRA!!! MAIS FILLERS?!?
É por isso que produtos como Naruto e Bleach (Que ainda não é moda o bastante no Brasil, amém) são tão repudiados. É fácil demais para seu leitor, assim como foi para a geração Dragon Ball Z na saga Majin Boo, se enfadar com a enrolação constante de alguns capítulos, o que dirá dos episódios tapa-buraco do animê! Chega então a “crise da meia-idade” em que pára, pensa bem, vai ao banheiro, volta pro computador e chega a dúvida: O que farei? São três opções:
1) Mandar tudo à merda e sair pra beber
Caso típico de ex-otakus, um dos mitos que acompanha os ninfomaníacos e os alcoólatras anônimos. Acha que pode se livrar do vício, começa a criar vida social e, veja só, até consegue pegar mulher (Não necessariamente MULHER, mas… Mulher)! É um milagre! Até que um desgramado viciado se aproxima com AQUELA EDIÇÃO DO CAGAIO QUE TEM A LUTA ENTRE X E Y COMPLETA!!! Aí tudo vai pro escambau…

Uma boa maneira de acabar com um vício
2) Procura material mais… Adulto
Outra mentira. Apesar de achar que consegue ler outras histórias, com mais sangue, mais pornografia e que não demoram quinze capítulos para explicar uma simples história de relação entre irmãos (MORRA, SASUKE!!!), sempre penderá para o lado da “amizade acima de tudo, me dê sua bunda, Athena!” e outras coisas do tipo. Provavelmente ele não deixará de acompanhar aquilo que o deixou emputecido e ainda assim se “divertirá” com as novidades que conseguiu. A maioria destes se torna aqueles que vem com o discurso: Naruto é uma droga! Vão se f***, fãs de Naruto e blá blá blá. Desconfie de todos, só por segurança.

Duas ou três edições e o cara já se acha macho…
3) Se acostumar e deixar pra lá
Já está há 400 capítulos/episódios acompanhando a mesma porcaria, por que parar agora? Vai adiantar? Coisa nenhuma. Esse é o tipo que SABE que iria voltar do mesmo jeito e prefere que continue assim, na paz. Esses bananas geralmente defendem com os mesmos argumentos uma dez, quinze vezes o seu objeto de adulação.

“Okay… Ora de ver mais um episódio…”
Ainda existe uma quarta raça emergente dos infernos, mais evoluída do que a terceira e com melhor visão de campo, que aprendeu a pensar e, portanto, criar soluções para o problema. Arranjam teorias, boas ou não, para as enrolações, acumulam muita coisa pra ver/ler, fazem de tudo para que não perca o frescor de carne fresca (Tipo quando você procura fantasias pro sexo). Esses miseráveis, e admito que faço parte deles, podem ser a próxima geração de otakus idosos… Ao menos eles sabem que está uma droga e reclamam… Dê uma bazuca, uma viagem ao japão e o endereço do autor para eles e talvez eles possam fazer algo de útil.