O Som de um Anime
25.05.09, às 15:30, em Otaku é a MÃE!Quando a música não só acompanha, faz parte do anime.

Música combina com tudo, praticamente. Comer e beber, praia, jogar, fazer sexo… Em todo lugar dá pra inserir (heh) um fundo musical, algo que pode ser só um som acompanhando ou uma letra que denuncie o que acontece naquele momento. Logo, não é de se estranhar que desde o fim dos anos noventa pra cá, os animes estejam absorvendo bandas reais, com músicas que os jovens japoneses ouviriam no dia a dia, em suas aberturas e finalizações. Alguns foram mais além, se tornando animes de música, voltados para bandas fictícias ou personagens que se envolvam com bandas. Esses, cada vez mais, estão fazendo sucesso até mesmo aqui no ocidente.
Um bom exemplo é Nana. Conhecido shoujo, Nana é um anime que trata de duas garotas extremamente diferentes mas com mesmo nome, que passam a morar juntas em Tóquio. Uma delas, Nana Oosaki, é vocalista de uma banda de J-Rock, Black Stones, ou simplesmente Blast, e canta a maioria das músicas do anime, incluindo abertura. A voz é de Anna Tatsuchiya, que inclusive faz a voz da banda “rival”, a Trap Nest, Tranes para os fãs. Com isso, Nana é um anime dramático, mas com grandes influências musicais e que desenvolve o gosto dos fãs pela música.
Outro exemplo melhor ainda é BECK. A banda homônima é o foco da história, que segue Koyuki, um garoto que adorava música pop (daqueles vocais femininos melosos japoneses, sabe?), até que conhece o rock tocado por Ryuusuke “Ray”, um cara que quer formar uma banda de rock. Juntos, mais com três malucos eles formam a Mongolian Chop Squad (como foram apelidados pela gravadora) BECK, uma referência ao cachorro do Ray. Um anime puramente musical, BECK reuniu vários grupos de música japonesa, incluindo Beat Crusaders, a banda que tocou a abertura. BECK, inclusive, eu recomendo por conseguir construir uma ótima trama, sem os exageros comuns de shonnen e ter uma trilha sonora invejável para a maioria dos animes.
No outro extremo está Detroit Metal City. Misturando comédia e adrenalina, o anime segue Negishi Soichi, um rapaz que nada tem a ver com metal, nunca foi fã, mas que… Infelizmente ou não, é totalmente apto a ser vocalista de uma banda de metal, daqueles que tem a voz esganiçada e sabe fazer gutural. Assim, ele acaba se unindo à banda e fazendo de tudo (huhuhu), incluindo pintar o rosto no melhor estilo Kiss, e usar uma peruca loira comprida, bem no estilo Lars do Guitar Hero (aliás, será que os dois são parentes distantes?). Apesar de ter como foco a música, a comédia impera em DMC (mesma sigla de Devil May Cry), e diminui em parte a essência de anime musical.
Por fim e mais atual, temos K-On. Estreante da temporada atual, K-On é um anime “meigo”, estilo moe, que trata de um clube de “música leve”. Onde pop e rock se mistura com música leve eu ainda quero entender, mas as quatro integrantes do clube tocam teclado, guitarra, baixo e bateria e praticamente todas as músicas do anime. Um anime leve, com músicas animadas, com voz mais delicada, sempre femininas. É uma boa pedida pra quem quer um shoujo leve (e não aguenta mais a Hachi, de Nana).
Eu queria ver mais animes musicais no mercado. Quem tiver recomendações, deixa um comentário aí. Assim como foundie de chocolate e morango, anime e música tem sido uma boa mistura há algum tempo.
» Tags: Anime, Música, rock, Trilha Sonora
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