Crianças da Noite
19.10.09, às 15:30, em Otaku é a MÃE!Vocês sabem, aquelas dos seus pesadelos!

Nosferatus, Metuselahs, sugadores de sangue, morcegos super evoluídos… Todos nomes da mesma criatura: O vampiro. O clássico ser das trevas que ganha disparado dos colegas lobisomem e múmia, os vampiros são criaturas que estão em praticamente todas as culturas e religiões, sob diferentes formas. Aliás, é até normal acreditar que o vampiro apareça apenas como chupador (heh) do líquido da vida (duplo heh!) alheio, mas ele pode também surgir como um ladrão de alma, de energia ou mesmo de emoções, todos o mesmo tipo de monstro… Ou não, já que a maioria dos contos modernos traz o vampiro como uma criatura atraente, com sentimentos à flor da pele… Não, não estou falando de Crespúculo, criaturas infernais, e sim de Drácula de Bram Stoker, Entrevista com o Vampiro e, principalmente, de alguns animes famosos.
Vou citar aqui, claro, algumas das minhas versões favoritas de vampiros e que trabalham melhor esse famoso (e extremamente gasto) ser sobrenatural. E se há algo que os vampiros atuais tem em comum é o ar etéreo, de uma criatura humana perfeita, como Trinity Blood tem demonstrado. O mangá/anime pós-apocalíptico mostra os Metuselahs como criaturas nas cidades de um holocausto que mudou totalmente o mundo. Humanos e Metuselhas convivem, apesar das crises políticas, tentando criar um equilíbrio. O bom dessa obra é mostrar os vampiros como criaturas inteligentes e não apenas como predadores descerebrados ou levados pelos instintos ou simplesmente arrogantes demais ao ponto de serem derrotados por qualquer marombado (Blade, Blade, tu é do mal!). Trinity também tem um dos traços mais bonitos que já vi em relação à vampiros e é difícil não ficar atraído pelas mulheres dessa história.
E sempre existe um caçador ainda maior…Por outro lado, um traço “feio” não indica uma história ruim. Eu considero horrendo o visual de Hellsing, mas seria blasfêmia não considerar a qualidade da narrativa. Aqui somos apresentados a uma sociedade similar à nossa, no qual vampiros são criaturas geralmente caóticas que se alimentam de humanos, em massa, e criam uma série de zumbis denominados Ghouls. Sim, aqueles humanos decrépitos e estúpidos, só faltando gemer: “Miolos!”. Nesse mundo existe uma organização protestante chamada Hellsing que tenta eliminar vampiros utilizando uma arma secreta: Um deles. Não qualquer um, e sim Alucard, um dos maiores vampiros existentes e um assassino nato. Só pelo fato de Alucard dar um show sempre que aparece em cena, Hellsing já ganha muitos pontos. Acima de tudo, tem um roteiro de ação fantástico.
E ele dá mais medo do que os inimigos dele…Blood + mostra o que eu poderia chamar de uma mistura desses dois. O traço não é perfeito, nem a história, mas há uma sintonia ótima entre os dois, apresentando Saya, uma garota *caham* bem pálida * caham* que porta uma katana e caça criaturas chamadas chiropteras. O que há demais nisso? É que o sangue de Saya é uma arma letal contra essas criaturas. Interessante não? Blood + pode ser dito como uma versão optimizada de Blood: The Last Vampire e tem um argumento muito bom, além de conseguir empolgar quanto à “vampira” principal, que é uma pessoa melancólica e também uma tremenda matadora de monstros.
Sério que é só uma garota?!?E que tal… Bom, pulem esse parágrafo se não quiserem spoilers sobre Gantz… Isso em si já é um spoiler, mas ainda dá pra passar reto… Ainda aqui? Eu avisei. Perto do fim do segundo arco (do 11º ao 20º volume) surgem alguns humanos que desenvolvem nano-máquinas em seu corpo, que aos poucos vão substituindo todas as células originais e dando super-força, agilidade, rapidez… A um preço alto: Necessitar do sangue de humanos. WTF?!? Sim, aparecem vampiros em Gantz e eles são inimigos de alto nível contra os funcionários públicos de macacão preto! As batalhas envolvendo os “jogadores” e os “vampiros” são fenomenais… E custam muito, muito caro para a equipe de Tóquio, que perde alguns dos seus melhores componentes.
Passando para o shoujo, dá pra citar Vampire Knight, que é, na minha humilde opnião, uma das visões mais pertubadoras desses montros. Por quê, se já falei de verdadeiros caçadores e outros modelos sanguinários? Simples, enquanto em Trinity Blood há uma tentativa de até simbiose, e nas outras há quem cace essas criaturas, em Vampire Knight há uma convivência, digamos, amigável entre eles e humanos. Mas essa amizade pára no ponto em que os vampiros são criaturas “boazinhas”, alguns se mostrando crápulas… E o mesmo vale para o outro lado, com humanos que tratariam os vampiros como seres abomináveis, que não merecem participar da vida deles. A própria escola de Vampire Knight pode ser um ambiente agonizante, se você considerar como os alunos noturnos interagem entre si. Arrepiante.
Relacionamentos complicadosSão apenas alguns exemplos mas que merecem ser conhecidos, seja pela forma diferente que tratam esses seres das trevas, seja pela história envolvente sobre eles. Ah, e espero sugestões de outras obras!
» Tags: Blood, Gantz, Hellsing, Trinity Blood, Vampire Knight, Vampiros
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